Leishmaniose canina: o que é e como preveni-la

A leishmaniose canina é uma das doenças que mais acometem pets no Brasil. Ela é originária de regiões com campos e mata. No entanto, a migração de pessoas destes locais trouxe a patologia também às cidades. De acordo com pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da USP, José Angêlo Lauletta Lindoso, essa é uma das principais hipóteses para o número de casos.

A patologia é causada devido a um parasita e causa um sério problema ao sistema imunológico dos cães. Além disso, ela pode infectar a nós seres humanos. Por esta razão, o Ministério da Saúde a considera uma das seis endemias prioritárias no mundo. Nesse post, você irá conhecer o que é a leishmaniose canina, como preveni-la e o seu tratamento.

O que é a leishmaniose canina?

A leishmaniose canina é uma doença causada pelo parasita Leishmania. Mas, para que a transmissão aconteça, é preciso que ele viaje em mosquitos. Assim transmite a patologia aos pets com picadas. Feito isso, ele ataca as células fagocitárias responsáveis pela proteção do organismo.

Quando o parasita atinge estas células começa a se multiplicar. Aí surge um grande problema: ele começa a contagiar órgãos vitais do pet. Entre eles, pode atingir o fígado, baço e medula óssea. Além disso, vale lembrar que todos os cães estão sujeitos a contrair a doença. Isso independe do tamanho e raça, mas sim da exposição aos mosquitos.

Ainda, é importante destacar que a leishmaniose canina é tratada como uma zoonose. Mas o que isso significa? Basicamente, quer dizer que também pode afetar aos seres humanos. Ou seja, os tutores de pets. Com isso, é capaz de levar a óbito tanto o cãozinho quanto o seu dono. E esse é o principal motivo de ela ser tratada como uma questão de saúde pública.

Leishmaniose canina: o que é e como preveni-la

Conheça os seus principais sintomas

São inúmeros os sintomas que podem aparecer em um infectado pela leishmaniose canina. Quando falamos sobre regiões do corpo, o mais comum é que apareçam lesões e machucados. Além disso, a pele pode parecer descamada e branca. Também há ocorrência de unhas grossas e curvadas como garras.

A grande maioria dos cãezinhos tendem a apresentar ainda problemas de visão. Por isso, é de suma importância estar atento às piscadas constantes e secreções nos olhos. Para além do corpo, a leishmaniose pode trazer sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, sangramento nas fezes, falta de apetite e desidratação.

Como é o tratamento da leishmaniose canina?

Se há suspeitas de que seu pet está com leishmaniose canina, é preciso levá-lo imediatamente ao médico veterinário. Assim, ele poderá lhe dar um diagnóstico exato e com exames complementares. Isso porque quanto mais cedo você puder iniciar o tratamento, melhor sucedido ele será. Afinal, é uma doença que ainda não tem cura.

Apesar de ser uma doença crônica, há tratamentos que prometem prolongar a vida de seu animalzinho com sucesso. Geralmente, é feito através de um medicamento que é dado com a ajuda de uma injeção. Assim, o tratamento tem a duração de algumas semanas e, dependendo do estado do pet, pode precisar ser repetido.

A melhor alternativa que existe até o momento para a leishmaniose canina é a prevenção. Para que isso aconteça, não se deve esquecer de administrar todas as vacinas necessárias. Isso inclui a vacina que protege o pet da leishmaniose, dada aos quatro meses de vida. Para além disso, evite que seu pet tenha contato com áreas de mata e locais pouco higiênicos.

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